<T->
           Histria ParaTodos
           Histria -- 1a. srie
           Ensino Fundamental

           Conceio Oliveira 

<F->
Impresso Braille em 3 partes na diagramao de 28 linhas por 34 caracteres, da 1a. edio, So Paulo, 2006 da editora 
Scipione
<F+>

           Terceira Parte

           Ministrio da Educao
           Instituto Benjamin Constant
           Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
           22290-240 Rio de Janeiro 
           RJ -- Brasil
           Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
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          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --
<P>
          Copyright (C) Maria da 
          Conceio Carneiro Oliveira

          Edio: 
          Solange A. de A. Francisco

          Assessoria pedaggica 
          (colaborao):
          Beatriz Meirelles
          Glaucia Amaral
          Marco Antonio de Oliveira

          ISBN 85-262-5424-3-AL

          Av. Otaviano Alves de 
          Lima, 4.400 6 andar e andar 
          intermedirio ala "B"
          Freguesia do 
          CEP 02909-900 -- 
          So Paulo -- SP
          Caixa Postal 007
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<F->
~,www.scipione.com.br~,
 e-mail: ~,scipione@scipione.~
  com.br~,
<F+>
<P>
                               I
<F->
Sumrio

Terceira Parte

Unidade 3

Conhecer, cuidar, orga-
  nizar-se, transformar ::::: 139
1- Escolas de outros 
  tempos :::::::::::::::::::: 140
Cadeira de balano: Uma 
  viagem com Debret :::::::: 140
Rota de viagem ::::::::::::: 148
Refletindo e produzindo 
  com Pedro e Ben :::::::: 149
Aprendendo um pouco sobre
  a educao em nossas
  terras :::::::::::::::::::: 150
Uma marca da liberdade no
  tempo da escravido ::::::: 155
Para saber mais :::::::::::: 159
2- Brincadeiras de rua :::: 160
Cadeira de balano: O av
  que l, rel e desl
  o mundo ::::::::::::::::::: 160
Rota de viagem ::::::::::::: 164
Refletindo e produzindo
  com Bete ::::::::::::::::: 167
Uma cantiga que virou
  poema ::::::::::::::::::::: 171
Cantigas de roda e de
  convivncia ::::::::::::::: 174
Para saber mais :::::::::::: 175
3- Organizar-se para 
  melhorar o nosso lugar :::: 177
Cadeira de balano: 
  Dim-dom, dim-dom, 
  dim-dom ::::::::::::::::::: 177
Rota de viagem ::::::::::::: 182
Refletindo e produzindo
  com Carol :::::::::::::::: 185
Conhecer para cuidar e
  desfrutar ::::::::::::::::: 185
Minha rua tem histria ::::: 192
Para saber mais :::::::::::: 194
Projeto interdisciplinar: 
  Mos que contam
  Histria ::::::::::::::::: 199

Glossrio :::::::::::::::::: 215

Caminhos *on-line* para
  saber mais :::::::::::::::: 219
Outras sugestes de leitura
  para saber mais ::::::::::: 223
<F+>
<110>
<Thist. paratodos 1a.>
<T+139>
Unidade 3

Conhecer, cuidar, organizar-se, 
  transformar 

<R+>
<F->
Quem viu o passado por aqui?
Eu vi, eu vi, eu vi!
Ento, me diga: Onde ele est?
Se me disser, por que quer encontr-lo?
Pra cuidar do menino que brinca de pula-sela,
Pra entender esse punhado vermelho de terra...
Voc j olhou na escola? Procurou pela janela?
No, no, no, no!
Pois o passado pode estar bem aqui
ou escondido ali, acol.
<F+>
<R->

<111>
<P>
1- Escolas de outros tempos 

Cadeira de balano:

Uma viagem com Debret

  Pedro e Ben estavam tranqilos em casa. Ben olhava atentamente uma gravura, enquanto Pedro andava de um lado para o outro, pensando no que fazer para a Semana Cultural (**) da sua escola.
  -- Veja, Pedro, que roupas engraadas os moleques daquele tempo usavam!
<P>
<R+>
_`[Desenho de uma cena de rua: grupos de crianas, de calas compridas justas e blusas de golas rendadas, seguram folhas de papel e rodeiam dois homens bem vestidos. Do outro lado da rua, uma escrava, descala, carregando uma sombrinha fechada sobre a cabea, acompanha um menino, tambm descalo e mau vestido, e uma menina de chapu_`]
 Legenda: *Concurso de composies entre os escolares no dia de Santo Aleixo*, de Jean Baptiste Debret, sculo XIX.
<R->

<112>
  -- O que voc est fazendo, Ben? -- perguntou Pedro, enquanto olhava a gravura de Debret.
  -- Estou fazendo a lio que a Cristina pediu. Ela contou que esse tal de "Debr",  assim que se fala o nome dele, sem o "t", desenhava tudo o que via e escrevia sobre isso, quando esteve no Brasil, na poca em que o nosso pas tinha rei.
  -- Rei, no, Ben! Era imperador, os Dons Pedros, o primeiro e o segundo. Chamavam-se Pedro, assim como eu, que tenho nome de imperador! -- disse Pedro, orgulhoso.
  -- Mas imperador tambm  rei, oras! -- retrucou Ben.
  -- E o que os moleques da gravura esto fazendo? Parece que esto pedindo dinheiro...
  -- No, Pedro, isso era um concurso de composio.
  -- Composio? U? Quem compe no  compositor, msico?
  -- No  nada disso. Sua professora ainda no deu essa aula?
  -- No. A gente vai fazer uma pesquisa de histria pra Semana Cultural, mas eu ainda no sei o que vou pesquisar. Ben, todo convencido, comeou a explicar para Pedro tudo o que aprendeu naquela semana:
  -- A Cristina falou que, na poca em que essa gravura foi feita, h quase duzentos anos, as redaes que hoje a gente escreve na escola eram chamadas composies. Os meninos escreviam suas composies e saam nas ruas para mostr-las aos homens que sabiam ler. Voc sabia que naquela poca muita gente no sabia ler?
<113>
  -- Grande novidade, eu conheo tanta gente grande que no sabe ler!
  -- Mas naquela poca era muito mais gente. A Cristina disse que se contava nos dedos quem sabia ler. Esses moleques da gravura eram livres e suas famlias tinham bens para poder pagar os estudos dos filhos.
  Pedro reexamina a imagem e conclui:
  --  mesmo, veja este outro menino aqui:  negro, est descalo e no est no meio do grupo dos meninos do concurso. Aposto que no estudava! 
  Ben concorda:
  -- No estudava mesmo, ele deve ser escravo. Naquela poca, a Cristina disse que muitas crianas livres, mas pobres, no tinham como estudar. As crianas escravas, ento, nem pensar.
  -- Triste isso, Ben. Ainda bem que no vivi na poca de Debret.
  -- Ainda bem! Mas deixa eu te contar, Pedro, sobre o concurso de composio. Para participar dele, os meninos tinham de escrever sobre Santo Aleixo.
  -- Que nome engraado de santo, nunca ouvi falar!
  -- O Debret escreveu que Santo Aleixo era padroeiro dos alunos das escolas primrias, igual a Santa Terezinha, que  padroeira da nossa cidade.
  -- Ah! Entendi.
<114>
  -- Mas o mais legal era como se escolhia a melhor redao: os meninos saam nas ruas para mostrar aos homens suas composies. Quando esses homens gostavam de alguma, furavam o papel com um alfinete. O professor, que dava aulas s para os meninos, verificava todos os papis e, ento, dava o ttulo de "Imperador da turma" para aquele que tivesse o papel com o maior nmero de furos de alfinete.
  -- Que legal, podia sair da escola pra fazer isso? Devia ser bem divertido, n? E as meninas? Aposto que se esse concurso fosse na minha classe, a Lusa venceria, com certeza. Ela escreve at poesia!
  -- A Cristina disse que poucas meninas estudavam naquela poca e que elas no saam para a rua. O concurso delas era diferente. 
 Apesar de escreverem a composio, valia mais a decorao do papel. Elas desenhavam e pintavam uma figura de Santo Aleixo para enfeitar a folha. Aquela que desenhasse e pintasse mais bonito, que fizesse a melhor decorao, virava a imperatriz.
  -- Ento ser menino naquele tempo era bem mais legal, n, 
 Ben?
<115>
  -- Eu acho que sim. Alm disso, a professora que dava aulas pras meninas s vezes no era justa, pois escolhia como imperatriz a menina mais rica da classe, j pensando em um jantar na casa dessa menina.
  -- Nossa! Que coisa! Mas aqui no desenho do Debret tem mais gente. O que faz essa mulher com a sombrinha na cabea?
  -- No texto sobre esta imagem, o Debret no diz nada. Mas eu acho que deve ser uma escrava, assim como o menino que acompanha a menina na ida  escola. Veja, essa moa, assim como o menino, est descala. A Cristina disse que a maioria dos escravos andava descala.
  -- Deve ser, Ben, minha professora tambm falou sobre isso. Contou que, quando o escravo se libertava, uma das primeiras coisas que fazia era comprar um par de sapatos. E o escravo que fugia tambm tentava conseguir sapatos para parecer que era livre.
  -- E voc reparou, Pedro, que a maioria dos desenhos deste livro de Debret tem negros e quase sempre eles aparecem trabalhando?
  -- Ben, fora os sapatos isso mudou pouco, n? A me vive falando que foi a gente que fez esse pas.
<116>
  -- , Pedro, naquela poca, a maioria dos nossos antepassados era escrava. Lembra que o tio Z j contou a histria do tatarav dele, que veio da frica em um navio?
  -- Lembro, sim. Que histria terrvel! Como ele deve ter sofrido... Escuta, Ben, voc pode me emprestar este livro do Debret para eu olhar mais um pouco?
  -- Posso, sim.
  -- Ento, acabo de decidir o que vou pesquisar para a Semana Cultural de nossa escola. Vou ver as gravuras desse livro e escrever uma "composio"!
  Dimmm-dommm!!!
  A campainha tocou, interrompendo o dilogo dos meninos. Ben estava se levantando para abrir a porta, mas o irmo se adiantou:
  -- Deixe que eu atendo, Ben, termine a sua lio. Irmo  pra essas coisas, n?
  Ben sorriu agradecido e voltou para a companhia de Debret em sua viagem pitoresca pelo Brasil do tempo do imperador...

<117>
Rota de viagem 

<R+>
_`[Foto: cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, com extensa plancie, casas, alguns edifcios e muita vegetao_`]
 Legenda: Campo Grande foi fundada em 1872. A cidade nasceu do antigo arraial de Santo Antnio de Campo Grande. Consta que seu fundador, Jos Antnio Pereira, encantado com a imensa plancie da regio, teria dito: "Isto  um campo grande!".
<R->

<P>
<R+>
  Responda oralmente: 
 1. Voc conhece Campo Grande? E outras cidades de Mato Grosso do Sul?
 2. A sua cidade  parecida com a cidade de Campo Grande, descrita na ltima foto?
<118>
 3. A maioria dos municpios brasileiros tem uma santa ou santo padroeiro. A padroeira da cidade de Pedro e Ben  Santa Terezinha. Voc sabe qual  o padroeiro ou a padroeira de sua cidade?
<R->

Refletindo e produzindo com
  Pedro e Ben

<R+>
  Responda oralmente:
 1. Voc gostou da histria que acabou de ouvir? O que mais chamou a sua ateno? 
<P>
  Responda por escrito:
 2. Voc se lembra de que Pedro teve a idia de fazer uma "composio" para apresentar na Semana Cultural da escola dele? Que tema voc acha que ele vai escolher para a redao?
<R->

<119>
Aprendendo um pouco sobre a
  educao em nossas terras

  A professora de Ben explicou que meninos e meninas estudavam separados no tempo em que o Brasil era um reino (1822-1889). Explicou tambm que nem todas as crianas tinham acesso  instruo, ou seja, ao ensino.
  As escolas eram poucas e para poucos. Geralmente, apenas crianas livres, cujas famlias pudessem pagar pelos estudos, tinham o direito de estudar. Era prtica comum os pais que desejassem que seus filhos aprendessem a ler e a escrever pagarem professores particulares, que davam as aulas nas residncias das crianas. E, mesmo quando as crianas freqentavam uma escola, no era raro que seus pais pagassem os salrios dos professores.
  A maioria das pessoas era analfabeta. S para voc ter uma idia, em 1818, na cidade de So Paulo, apenas dois em cada cem meninos livres em idade escolar estavam na escola. Isso sem contar o nmero de crianas livres do sexo feminino, de crianas escravas e de crianas indgenas que no freqentavam a escola.
  A carncia de escolas capazes de instruir as crianas perdurou muito tempo depois, mesmo quando o Brasil deixou de ter imperadores. Ainda hoje, no Brasil, existem cerca de 15 milhes de adultos analfabetos, assim como muitas crianas e adolescentes que, mesmo tendo freqentado a escola regularmente, no conseguem ler e escrever com desenvoltura.
<P>
<R+>
  Responda oralmente: 
 1. Voc acha importante saber ler e escrever sem dificuldade? Por qu?
 2. Em sua opinio, o que  necessrio para aprender a ler e a escrever sem dificuldade? Conte a seus amigos o que voc faz para melhorar a cada dia suas habilidades de leitura e escrita.
<R->

<120>
  Os primeiros professores de nosso territrio foram religiosos; muitos deles eram jesutas. Eles vieram para as nossas terras depois de 1500 e fundaram escolas nos lugares em que havia aldeias indgenas. Nas escolas jesuticas podia-se aprender msica e a fazer instrumentos musicais. Mas o principal objetivo dos professores jesutas era a catequese, ou seja, educar crianas e adultos indgenas, transformando-os em cristos catlicos.
  Antes de 1500, ano da chegada dos europeus nas terras que hoje conhecemos como Brasil, os povos indgenas no construam escolas para as crianas estudarem. Mas elas aprendiam a pescar, caar, tranar a palha, pintar o corpo, conviver umas com as outras, respeitar os demais, ouvir os ensinamentos dos mais velhos. Enfim, aprendiam tudo o que os povos indgenas consideravam importante para viver.
  O aprendizado das crianas indgenas acontecia pela convivncia com os mais velhos; observando-os, elas tentavam fazer as atividades do dia-a-dia ora errando, ora acertando.
  Hoje, como voc j aprendeu com Taguat-Mirim, existem escolas em algumas aldeias indgenas. 
 Elas no so mais escolas religiosas e as crianas que nelas estudam aprendem a lngua portuguesa e a lngua do seu povo. As crianas indgenas tambm continuam aprendendo muito com seus pais e com as pessoas mais velhas da aldeia em que vivem. 

<121>
<R+>
  Responda oralmente: 
 3. Voc tambm aprende muita coisa fora da escola, no  mesmo? Conte para os colegas algo que aprendeu recentemente com a sua famlia, com algum amigo(a) ou em outra situao.

4. No tempo em que Debret esteve no Brasil, entre 1816 e 1831, os meninos e as meninas estudavam em classes separadas.
 a) O que voc pensa sobre isso?
 b) Por que voc acha que era assim?
 c) Atualmente, voc conhece ou j ouviu falar de alguma escola em que os meninos estudam em classes separadas das meninas? 
<P>
 5. Com a ajuda de seu (sua) professor(a), retome o trecho da histria de Pedro e Ben que explica as regras do concurso de composio e reflita: 
 a) Se voc fosse um aluno ou uma aluna que estivesse participando desse concurso, concordaria com as regras?
 b) Por qu?
<R->

Uma marca da liberdade no tempo
  da escravido

  Voc j aprendeu um pouco sobre Jean Baptiste Debret no captulo *Famlias ao longo do tempo*.

<R+>
1. Agora, em dupla, e seguindo as orientaes de seu (sua) professor(a), resolva as atividades a seguir:
 a) Retomem as informaes sobre Debret do captulo *Famlias ao longo do tempo*. Registrem essas e outras informaes que pesquisaram.

  Responda oralmente:
 b) Comparem a descrio da gravura que aparece naquele captulo com a que aparece na histria de Pedro e Ben. Indiquem semelhanas e diferenas entre essas gravuras.
<R->

<122>
<R+>
2. Observe atentamente as duas imagens a seguir e suas le-
  gendas:

_`[Foto 1: um homem negro descalo, vestindo calas compridas, camisa e palet de veludo_`]
 Legenda: Escravo de ganho, fotografado por Christiano Jnior no sculo XIX.

_`[Foto 2: um homem branco, descalo e usando roupas velhas_`]
 Legenda: Vendedor, provavelmente escravo, fotografado por Christiano Jnior no sculo XIX.
<R->

  Eram chamados escravos de ganho os escravos que trabalhavam para seus senhores prestando servios de aluguel a outros senhores ou vendendo inmeras mercadorias nas ruas das cidades. Esses escravos tinham maior chance de ganhar algum dinheiro para si prprios, porque geralmente seus senhores estipulavam uma quantia que eles deveriam trazer no final do dia; se conseguissem vender os produtos por um preo maior, poderiam ficar com o dinheiro que ultrapassasse a quantia estipulada. Isso dava a esses escravos condies de comprarem roupas melhores, por exemplo.

<R+>
  Responda oralmente: 
 3. Agora, seguindo as orientaes de seu (sua) professor(a), sente-se com um(a) amigo(a) e observem atentamente a primeira foto, que retrata um escravo de ganho. Descrevam oralmente como ele est vestido.
 4. Examinem, agora, a segunda foto e descrevam como est vestida a pessoa retratada.

<123>
5. Agora, comparem as duas fotos e respondam:
 a) Que semelhanas  possvel observar entre elas?
 b) Que diferenas?
<R->

  Entre as imagens de Debret, deste captulo e do captulo *Famlias ao longo do tempo*, e as fotografias aqui analisadas,  possvel perceber pelo menos um aspecto comum a todas: os escravos esto sempre descalos. Os sapatos eram a marca da liberdade da sociedade escravista brasileira. S as pessoas livres, as libertas ou um escravo fugido tentando se passar por liberto andavam calados. Os escravos, mesmo que possussem dinheiro para comprar sapatos, no poderiam us-los. Hoje isso no ocorre mais em nossa sociedade. As leis de nosso pas probem qualquer tipo de discriminao. Todas as pessoas devem ser respeitadas e receber tratamento igual.

<R+>
  Responda oralmente: 
 6. Em sua opinio, ainda existem marcas no vesturio que diferenciam as pessoas, como acontecia na poca das imagens analisadas?
 7. Se voc respondeu sim  questo anterior, diga quais so as marcas que voc acha que existem atualmente no vesturio que diferenciam as pessoas.
<R->

  Voc acabou de estudar, entre outros assuntos, como era a escola em outros tempos. 
  Que tal, agora, estudar a histria de sua escola? Ento, mos  obra!

Para saber mais 

<R+>
*Um fotgrafo diferente chamado Debret*, de Mrcia Leito, Neide Duarte e Z Flvio Teixeira. So Paulo: Ed. do Brasil, 1996.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<124>
2- Brincadeiras de rua

Cadeira de balano:

<124>
O av que l, rel e desl 
  o mundo

  Seu Lus, o av da pequena Bete, estava sentado com um livro nas mos quando ela chegou, com um bico que arrastava at o cho, reclamando da vida:
  --  sempre assim! Todo mundo pode brincar, e eu no!
  -- Bete, o que voc est resmungando? -- perguntou o av, sempre atento a tudo o que dizia respeito  sua neta.
  -- Ah, v, no  nada no!
  -- Bete, sou velho, mas no sou surdo! Ouvi voc falar algo de poder brincar e no sei mais o qu... Diga, minha pequena, o que est incomodando voc?
  -- Surdo o senhor no , mas acho que no anda enxergando bem... O que est fazendo com o livro de cabea para baixo?   
  -- Estou deslendo o mundo!
  A pequena Bete sorri. Quando seu av diz que est deslendo o mundo,  porque est relembrando a vida dele. E toda vez que ele faz isso, conta histrias de sua infncia, que Bete adora ouvir.
  -- Sabe o que , v? Eu quero brincar com a Rita na calada da casa dela, mas o Rubens fica atrapalhando. Ele joga a bola de propsito pra desarrumar a nossa casinha. Nem parece que  irmo dela.
<125>
  O av, experiente, logo entendeu o drama e falou: 
  -- Venha c, eu vou lhe contar uma histria: quando eu vim morar aqui, em Foz do Iguau, tudo isso era s mato. No havia a grande usina de Itaipu (**) e as ruas eram todas de terra. Havia uma casa aqui, outra ali. Eu era bem pequeno, no tanto como voc.
  -- V, eu no sou to pequena assim. A professora mediu a gente esses dias l na escola e comparamos com o tamanho que tnhamos no ano passado. E eu cresci! Anotamos tudo na agenda, quer ver?
  -- Claro, mocinha, voc cresceu! J alcana a pia sozinha, j pe a mesa, pode pegar suas prprias roupas no armrio. Mas, me deixe continuar a histria.
  -- Est bem, vov, conte!
  -- Todos os meninos e meninas se reuniam na rua da igreja s quatro horas da tarde, em ponto. Nenhum de ns tinha relgio de pulso com alarme, como vocs tm hoje, mas ningum se atrasava.
  -- Do que voc brincava, v?
  -- De pega-pega, me-da-rua, esconde-esconde, pula-sela, perna-de-pau, p-de-lata, passa-anel. Brincava de tanta coisa!
  -- Pula-sela? Eu nunca brinquei disso.
<126>
  --  uma brincadeira muito legal. Um menino ou uma menina se curva com a mo nos joelhos e outra criana tem de pular, apoiando as mos nas costas de quem est curvado. Quem pular primeiro  a me-de-todos e tem de propor uma tarefa para os demais cumprirem. A pessoa curvada  a sela e sempre que algum erra ou no cumpre a tarefa proposta pela me-de-todos, vira sela. Menos a me-de-todos, que nunca erra.
  -- V, que brincadeira legal! Por que no brincamos?
  -- Eu no brinco mais porque estou um pouco velhinho. Mas, veja bem, eu disse: Um pou-co! No posso me curvar como antes e muito menos pular. J pensou se eu cair em cima de voc?
  -- Voc me mata, v... -- disse a pequena Bete, um pouco decepcionada. Mas seu Lus, muito sbio, sugeriu:
  -- Por que voc no vai at a casa da Rita e ensina essa brincadeira a ela? E chama o Rubens e outras crianas da rua pra brincar tambm? Quem sabe ele no fica perturbando vocs porque tambm quer brincar e fica sem jeito de pedir?
  --  mesmo! Quanto mais gente, melhor! V, j so quatro horas da tarde?
  -- No sei, querida, talvez. -- E retomou o livro, que encobriu seu sorriso satisfeito. Bete olhou de rabo de olho e perguntou:   
  -- Vai continuar a sua desleitura?
  O av sorriu e disse:
  -- Corra para a casa da Rita. Pela altura do sol, j devem ser quatro horas.

<127>
Rota de viagem

  A cidade de Foz de Iguau est localizada no estado do Paran. Essa cidade  vizinha de dois pases da Amrica do Sul: Argentina e Paraguai.
<P>
<R+>
_`[Foto das Cataratas do Iguau, no Paran_`]
 Legenda: "Iguau" em tupi-guarani significa "gua grande". As cataratas de Foz do Iguau caem de uma altura de cerca de 80 metros, formando uma parede gigantesca de gua.
<R->

<R+>
  Responda oralmente: 
 1. Voc sabe o que so cataratas?
 2. Voc conhece as cataratas do Iguau? E outras cataratas? 
<R->

<128>
<R+>
_`[Uma ilustrao mostrando algumas brincadeiras infantis_`]
 Legenda: *Jogos infantis*, cerca de 1868-1912. Nessa ilustrao oriental, que provavelmente tem mais de cem anos, as crianas se divertem com brincadeiras de corrida de arco, perna-de-
  -pau, pular corda, rodar pio, empinar pipa.
<R->
<P>
<R+>
  Responda oralmente: 
 3. Voc conhece as brincadeiras da gravura?
 4. H alguma que voc acha perigosa? Por qu?
<R->

<129>
  Apesar de antigas, as brincadeiras que aparecem na legenda da gravura so conhecidas at hoje em vrios lugares do mundo.

<R+>
_`[Foto de um menino, descalo e sorridente_`]
 Legenda: O menino da foto est brincando de corrida de arco. Ele vive em Timor Leste, na sia.
<R->

<R+>
  Responda oralmente: 
 5. Voc j brincou de corrida de arco? Sabe como se brinca?
 6. Voc j ouviu falar de Timor Leste? Ser que as brincadeiras das crianas de l so as mesmas que as suas?
<R->
<P>
Refletindo e produzindo com Bete

<R+>
  Responda por escrito:
 1. Na histria que voc leu e ouviu, o av de Bete falou sobre algumas brincadeiras de quando ele era criana. Destaque do texto o nome dessas brincadeiras.
 a) Voc conhece essas brincadeiras?
 b) Voc j brincou ou brinca de algumas delas? Caso tenha brincado ou brinque, escreva quais so.
<R->

<130>
<P>
<R+>
2. Abaixo esto os nomes de algumas brincadeiras de rua de hoje e de antigamente. Ser que voc conhece todas? Destaque aquelas que voc conhece. Se voc no conhecer todas, pea ajuda aos adultos da sua famlia para identific-las. Certamente de brincadeiras de rua eles entendem, quer apostar?
 amarelinha
 futebol
 cabra-cega
 pular corda
 pio

 3. Dentre as brincadeiras acima, de quais voc j brincou?
 4. E de quais voc ainda brinca? 

<131>
5. Dentre as brincadeiras atuais, de quais voc mais gosta? Escreva o nome da sua brincadeira preferida.
<P>
 6. Voc tinha idia de que algumas brincadeiras eram to antigas? Na sua opinio, por que algumas dessas brincadeiras quase desapareceram e outras ainda fazem parte do cotidiano das crianas de hoje?
<R->

  Na poca em que seu Lus era criana, as ruas serviam como espaos de brincadeiras e de convvio entre as pessoas. Os namorados, mesmo sob o olhar atento dos pais da moa, passeavam
<132>
na praa. As senhoras e os senhores colocavam a conversa em dia quando iam  missa ou voltavam dela, as crianas se exercitavam e se divertiam em segurana. A praa era do povo, a rua, das pessoas.

<R+>
  Responda oralmente: 
 7. Na sua cidade, as ruas e praas ainda so usadas para a convivncia entre as pessoas?
<R->
<P>
  Se voc mora em uma cidade pequena ou no campo,  bem provvel que tenha respondido sim  questo acima. Mas, se voc mora em uma grande cidade, principalmente em bairros comerciais,  quase certo que tenha dito no. 
  No Brasil de hoje, de cada cem pessoas, oitenta moram em cidades, que vo crescendo e ficando com suas ruas cada vez mais ocupadas por carros.

<R+>
8. Voc acha que  importante existirem espaos para brincar, descansar e conversar com os amigos, na hora em que as pessoas desejarem? 
<R->

  Hoje, quando voc estiver voltando da escola, preste ateno nas ruas prximas  sua casa. Observe os lugares que esto abandonados e que poderiam ser utilizados como espaos de lazer: praas malcuidadas, ruas que poderiam ser fechadas para brincadeiras etc. Depois de observar esses lugares, pense no que poderia ser feito para recuperar esses espaos. Converse com seus familiares, com seu (sua) professor(a), seus vizinhos, seus amigos e pergunte a eles o que pensam a respeito.

<R+>
9. Anote as suas concluses.
<R->

<133>
Uma cantiga que virou poema

  Voc j ouviu falar de um poeta chamado Jos Paulo Paes?
  Voc conhece algum poema dele?
  Jos Paulo Paes gostava muito de uma cantiga chamada *Se esta rua*, que comea assim:
<P>
<R+>
<F->
Se esta rua, se esta rua fosse minha
eu mandava, eu mandava ladrilhar
com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes
para o meu, para o meu amor passar.

Folclore.
<F+>
<R->

  Gostava tanto dessa cantiga que a partir dela fez um poema chamado *Paraso*. Vamos ler?

<R+>
<F->
Paraso

Se esta rua fosse minha,
eu mandava ladrilhar
no para automvel matar gente,
mas pra criana brincar.

Se esta mata fosse minha,
eu no deixava derrubar.
Se cortarem todas as rvores,
onde  que os pssaros vo morar?

Se este rio fosse meu,
eu no deixava poluir.
Joguem esgotos noutra parte,
que os peixes moram aqui.

Se este mundo fosse meu,
eu fazia tantas mudanas
que ele seria um paraso
de bichos, plantas e crianas.

Este poema faz parte do livro *Poemas para brincar*, de Jos Paulo Paes. So Paulo: 
  tica, 2000. 
<F+>
<R->

<134>
<R+>
  Responda oralmente:
 1. Voc gostou do poema que acabou de ler? Diga a seus amigos o que mais lhe agradou nesse poema. 
<R->

  O poeta Jos Paulo Paes escreveu o poema *Paraso* a partir da cantiga *Se esta rua*. Vamos fazer algo parecido?
<P>
<R+>
2. Releia o poema *Paraso*. Pense em tudo o que voc mudaria no mundo e no que voc deixaria ficar. Escreva como seria o seu Paraso se voc pudesse constru-lo.
<R->

<135>
Cantigas de roda e de convivncia

  Voc, com certeza, conhece pelo menos uma cantiga de roda ou uma cantiga de ninar, no  mesmo?
  Algumas dessas cantigas so muito antigas, vieram com os portugueses, quando estes chegaram  Amrica, em 1500. Outras foram criadas no nosso pas. Algumas delas so conhecidas em todo o Brasil e outras apenas em algumas regies.
  Essas cantigas esto cheias de histrias, de lendas, de personagens e de fatos importantes, que so contados e recontados toda vez que as cantamos e brincamos ao som de suas melodias.
<P>
<R+>
  Responda oralmente: 
 1. Qual a cantiga de roda ou de ninar de que voc mais gosta? 
 2. Cante um pedacinho dela para os seus amigos.
<R->

  Cantar, dar as mos, olhar nos olhos dos amigos, danar faz um bem enorme  gente. Fazemos tudo isso e um pouco mais quando brincamos de roda. Quando cantamos essas cantigas, estamos ajudando a mant-las vivas em nossa memria. Fazemos como o av Lus, aquele av sabido que *desl* o mundo. Fazemos tambm como Taguat-Mirim, que cultiva as tradies da sua aldeia, respeita os costumes de seus ancestrais e no deixa morrer as lembranas do seu povo.

Para saber mais

<R+>
*Alegria, Alegria -- as mais belas canes de nossa infncia*. Coord. Carlos Felipe. Belo Horizonte: Leitura, 2001.
 *Como brincar  moda antiga*, de Andr Carvalho e David de Carvalho. Coleo Pergunte ao Jos. Belo Horizonte: L, 1995.
 *Naipi e Tarob -- a lenda das cataratas do Iguau*, de Hardy Guedes. Coleo Lendas Paranaenses. Curitiba: HGF, 1997.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<136>
<P>
3- Organizar-se para melhorar 
  o nosso lugar

Cadeira de balano:

Dim-dom, dim-dom, dim-dom

  Quando tinha apenas cinco anos, a pequena Carol voltava com o irmo da escola e, ao atravessarem a avenida Rio Pequeno, ela foi atropelada por um carro cujo motorista passou o sinal vermelho. A partir desse dia, sua vida mudou muito: ela passou a usar uma cadeira de rodas.
  Na ocasio do acidente, a pequena Carol lutou muito pela vida e, desde ento, sempre com o apoio da famlia, enfrentou o fato de no poder mais brincar como antes. Ela encontrou outras maneiras de brincar. Um dos seus divertimentos preferidos  jogar 
 *videogame*. Carol  uma menina ativa, sensvel e solidria. Sua melhor amiga se chama Tina e mora na favela do Sap.   
  Era sbado, e na telinha de seu *videogame* Mrio Bros, personagem do jogo de que mais gosta, estava quase vencendo o chefo, quando o som da campainha estridente fez Carolina parar de jogar.
<137>
  Fim de jogo para Carol e seu heri Mrio.
  "Droga! Vou ter de comear tudo de novo! Quem ser?" -- pensou a menina enquanto empurrava sua cadeira at a sala para abrir a porta.
  -- Bom dia, Carol, voc tem idia do que est escrito aqui? -- perguntou dona Ilka, a vizinha da casa  esquerda da sua, mostrando um jornal. 
  Dona Ilka sai muito pouco de casa.  uma senhora simptica, muito boazinha, mas que fura as bolas de futebol que caem no quintal dela e quebram as suas plantas. Por esse motivo, no  muito querida pelos meninos da vizinhana. 
  -- Oi, dona Ilka, tudo bem? -- perguntou Carolina, surpresa com a visita.
  -- Bom dia, mocinha. Gostei muito da sua poesia. Ela saiu no jornalzinho do bairro e ento vim mostrar para sua me. No sabia que voc escrevia to bem assim.
  -- Ai, dona Ilka! Mesmo? Deixa eu ver, ser que ficou bonita no jornal?
<138>
  Carol pegou o jornal para ler a poesia que escreveu dias atrs, sobre a importncia de as pessoas se organizarem para lutar e trabalhar para melhorar o lugar onde vivem. O jornal trazia ainda uma notcia sobre os desabrigados das ltimas chuvas, que ocupavam provisoriamente a escola onde Carolina estudava. Ela ficou sabendo que as aulas iriam recomear na quinta-feira, quando ento as pessoas que estavam alojadas na escola poderiam voltar para suas casas.
  -- Que grande iniciativa, Carolina! Sua poesia e toda a matria sobre nosso bairro tiveram bastante repercusso. As pessoas da rua se uniram e esto arrecadando mantimentos, remdios e roupas. Os comerciantes do bairro doaram colches para as pessoas que perderam suas coisas com a enchente. A dona Marta, da casa 7, est recolhendo tudo e vai se encarregar de distribuir. Parabns, Carol, voc  uma menina muito sensvel.
  Carol ficou vermelha com tantos elogios. Dona Teresinha, me de Carol, chegou no meio da conversa e confirmou:
  -- , dona Ilka, minha Carol  uma boa menina. Tenho tanto orgulho dela!
  --  pra ter mesmo, dona Teresinha! Carol tem um corao do tamanho do mundo e conscincia, muita conscincia.
<139>
  Depois, a vizinha, que adorava plantas e odiava bolas, deu um beijo em Carol e foi cuidar do almoo. Assim que ela saiu, Carol foi falar com o irmo:
  -- Leandro, vamos arrecadar comida, brinquedos, roupas e cobertores e a levamos at a casa da dona Marta?  que ela est recebendo essas coisas para doar s vtimas da enchente.
  -- Est bem, Carol, eu vou falar com meus amigos da feira. A mame tambm pode pedir para as amigas das barracas de legumes. Acho que todos vo ajudar. No podemos deixar essas pessoas sem amparo, temos de contribuir. Mas h coisas que no dependem s de ns.
  -- , eu sei, Leandro. A prefeitura tem de resolver o problema das enchentes, n?
  --  isso mesmo, maninha, a solidariedade  sempre bem-vinda, mas, para resolver o problema das enchentes, a prefeitura tem de fazer a parte dela e a populao tambm.  preciso cuidar desse crrego, ele cheira mal, de tanto lixo que recebe!
  Na semana seguinte, o jornal do bairro fez uma matria especial sobre o Rio Pequeno e divulgou o sucesso da campanha de seus moradores. A reportagem noticiava que houve at feirante que tinha doado flores e plantas para alegrar as casas da avenida Waldemar Roberto. Carol ainda lamentava os horrores da enchente, mas estava feliz, porque sentia que alguma coisa muito especial estava surgindo. As pessoas estavam mais unidas e preocupadas com a situao do bairro. Quem sabe ainda no viveria para ver flores nascendo nas margens do crrego do Sap?

<140>
Rota de viagem

<R+>
_`[Foto 1: poucos carros e casas baixas, nos dois lados da rua_`]
 Legenda: Avenida Rio Pequeno, So Paulo (SP), 2001.
<R->

  So Paulo, capital do estado de So Paulo,  a maior cidade do pas. O Rio Pequeno  um bairro da zona oeste dessa cidade. A principal avenida do Rio Pequeno, que tem o mesmo nome do bairro, foi construda prxima do crrego do Jaguar, que influenciou muito na forma como as pessoas ocuparam essa regio.

<R+>
  Responda oralmente: 
 1. Voc conhece So Paulo?
 2. O bairro onde voc mora  parecido com o da descrio da foto que voc leu? 
<R->

<141>
<R+>
_`[Foto 2: um crrego, com casas do lado esquerdo e, do lado direito, uma avenida no calada_`]
 Legenda: So Paulo (SP), 2001.
<R->

  A regio do Rio Pequeno  recortada por muitos crregos e rios. Na foto 2, aparece o crrego do Sap. Em suas margens foi construda a avenida Waldemar Roberto.

<R+>
3. Perto de onde voc mora h algum crrego ou rio?
<R->

  H cerca de cinqenta anos, havia uma grande quantidade de chcaras e matagais na regio que hoje corresponde ao bairro Rio Pequeno. Ele cresceu como a maioria dos bairros perifricos da cidade de So Paulo, ou seja, os moradores mais pobres, que no conseguiam pagar aluguis ou comprar terrenos para fazer suas casas nos bairros mais centrais, mudavam-se para reas mais distantes. Hoje so cerca de cem mil pessoas morando no Rio Pequeno! Apesar de tantos moradores, esse bairro tem pouqussimas reas de lazer e muitos problemas, como a falta de calamento em muitas ruas, por exemplo.

<R+>
4. Voc mora em um bairro prximo ou distante do centro da cidade? 
 5. O seu bairro  arborizado? Ele oferece opes de lazer?
 6. Voc sabe quantos habitantes h em seu bairro?
<R->

<142>
Refletindo e produzindo com 
  Carol

  Na histria que voc acabou de ouvir, a personagem Carol teve a vida transformada depois de um acidente que sofreu aos cinco anos de idade. A menina precisou aprender a viver sobre uma cadeira de rodas. Ela  uma criana ativa e solidria.

<R+>
  Responda oralmente:
 Voc j passou por algum acontecimento que transformou a sua vida? Se voc respondeu sim, e quiser falar sobre isso com os amigos e amigas de classe, conte o que aconteceu.
<R->

Conhecer para cuidar e desfrutar

  Carol deu o grande impulso para socorrer as vtimas da enchente do bairro onde mora. Os moradores, os comerciantes, os feirantes e os funcionrios da escola tambm contriburam para ajudar os desabrigados. Mas o mais importante de tudo isso  que os moradores do Rio Pequeno no pararam por a, eles reavivaram a Associao de Moradores.
  As Associaes de Moradores so muito importantes. Quando as pessoas se unem,  possvel lutar para conseguir melhorias para o lugar onde moram, como asfaltamento, conservao e iluminao de ruas, canalizao ou limpeza de crregos, coleta de lixo, rede de esgoto, desratizao e recuperao e criao de praas e parques para rea de lazer.

<143>
<P>
<R+>
  Responda por escrito:
 1. Voc conhece alguma Associao de Moradores do bairro?
 2. Procure descobrir se no seu bairro existe ou j existiu alguma Associao de Moradores. Registre o nome dessa associao.
 3. Se voc respondeu sim  questo anterior, descreva as principais atividades que ela realiza ou j realizou para a melhoria do bairro e das condies de vida de seus moradores. 
<R->

  Os moradores organizados em uma associao podem realizar muitas coisas em benefcio das pessoas e do lugar onde vivem.  preciso, em primeiro lugar, querer se organizar, conhecer os principais problemas que afetam a populao local e buscar caminhos para solucion-los. Em geral, as Associaes de Bairro comeam com um pequeno grupo de moradores, que se renem em uma escola, em um posto de sade, estimulados a encontrar uma soluo para um problema que afeta todos os moradores do bairro. Com o aumento da participao das pessoas e com o apoio da maioria dos moradores do bairro, as associaes geralmente conseguem um lugar prprio para ser a sede de suas reunies, festas e eventos.

<144>
<R+>
_`[Foto: um crrego, com muito lixo, nas margens e nas guas_`]
 Legenda: Muitos crregos ficam sujos e poludos devido aos entulhos que a populao despeja neles quando no conta com um servio de coleta de lixo adequado.
<R->

<R+>
  Responda oralmente: 
 4. Observe a foto acima. Voc acha que esse lugar  adequado para se jogar lixo?
 5. Que tipo de problemas podem ter as pessoas que vivem prximas desse lugar?
<P>
 6. Como podemos resolver o problema do lixo depositado em lugares inadequados?
<R->

  Cada bairro tem seus problemas, e a organizao de moradores pode contribuir muito para resolv-los. A Associao de Moradores, alm de tentar conscientizar as pessoas a zelar pelos espaos do bairro que so utilizados por todos, pode conseguir resolver o problema do lixo depositado em lugares inadequados, solicitando  prefeitura um lugar apropriado para depositar o entulho, at que seja feita a coleta. Para os entulhos maiores, como mveis velhos, colches estragados etc., pode ser solicitada uma coleta especial.

<R+>
7. Que outras atividades voc acha que podem ser promovidas por uma Associao de Moradores de bairro? 
<R->

<145>
<P>
  Os vizinhos, ao se organizarem, podem ajudar uns aos outros, podem melhorar a escola onde seus filhos estudam, promover festas para a comunidade, estimular a recuperao, a criao e a manuteno de espaos de lazer. Pessoas como dona Ilka, a vizinha da Carol que adora plantas, podem contribuir muito para projetos de recuperao ou preservao de reas do bairro ou da cidade, plantando rvores, por exemplo.
  Muitos adolescentes que vivem nas grandes cidades no contam com reas de lazer. A pichao, para eles,  uma forma de protesto e diverso. Esses jovens pichadores sujam edifcios pblicos e particulares, poluindo a cidade, deixando-a feia.
<P>
<R+>
_`[Foto de rapazes pintando um muro. Nas suas camisas est escrito: Programa Educativo e Preventivo de Combate  Pichao. Picasso no pichava_`]
 Legenda: Observe a cena da foto. Ela  resultado de uma ao coletiva, envolvendo autoridades, moradores e comerciantes de bairros afetados pelas pichaes, para evitar que as pinturas de fachadas de prdios pblicos e particulares sejam destrudas por pichadores. 
  Braslia (DF)
<R->

<R+>
  Responda oralmente:
 8. Que tipo de ao voc acha que foi promovida para se resolver o problema das pichaes realizadas pelos garotos retratados acima? 
<R->

  Os comerciantes tambm podem contribuir na recuperao de reas do bairro ou da cidade, organizando e limpando as fachadas de suas lojas, dando-lhes novas pinturas e retirando o excesso de placas que, em vez de atrair clientes, cansam a viso das pessoas.
<146>
  Quando os moradores de um lugar se organizam, podem resolver alguns dos problemas terrveis que afetam a populao, como as enchentes. Comisses de moradores podem exigir da prefeitura medidas para solucionar esse problema e, com suas reivindicaes, conseguir a aprovao e construo de obras que evitem as enchentes. Mas tudo isso s pode ser feito se conhecermos bem o lugar em que vivemos e passarmos a gostar dele a ponto de querer cuidar desse espao como se fosse a nossa prpria casa. Que tal conhecer melhor o seu bairro?

Minha rua tem histria

  Agora voc vai comear um trabalho muito importante. Vai entrevistar o(a) morador(a) mais antigo(a) da sua rua, para conhecer um pouco da histria do seu bairro. Depois, vai fazer a mesma entrevista com o(a) morador(a) mais novo(a). Pea ajuda a seus familiares para descobrir quem so esses moradores, perguntando a seus vizinhos desde quando moram na sua rua, e para preencher as fichas de entrevista que esto nas pginas seguintes.
  Lembre-se: entreviste primeiro o(a) morador(a) mais antigo(a) e, depois, o(a) que mora h menos tempo. Marque com eles os horrios das entrevistas, para que voc possa fazer suas perguntas tranqilamente.
  Antes de comear as entrevistas, conte a seus entrevistados o que voc est estudando. Depois, com as fichas de entrevista em mos, v anotando tudo o que voc achar interessante. Se quiser, voc pode fazer mais perguntas em papel separado; s no se esquea de registrar as respostas. No final das entrevistas, agradea aos entrevistados pelos depoimentos que deram a voc.

Para saber mais 

<R+>
*Conviver com a deficincia fsica*, de John Shenkman. So Paulo: Scipione, 1996.
 *Uma histria de videogame*, de Cora Rnai e Rui de Oliveira. Rio de Janeiro: Record, 1997.
<R->

<147>
<R+>
<F->
Ficha de entrevista do morador mais antigo 
Primeira Parte -- Identificao do morador

1. Qual  o seu nome?
2. Quantos anos voc tem?
3. Qual  o seu estado civil?
4. Voc tem filhos? Quantos?
5. Qual  a sua profisso?
6. '''''
<P>
Segunda Parte -- Localizao do morador

1. Qual  o seu endereo?
2. Voc nasceu nesta cidade?
3. Voc veio de outra cidade? Qual? Em que estado e pas ela fica?
4. Onde voc trabalha?
5. Onde voc se diverte?
6. Voc participa de alguma Associao de Bairro?
7. '''''

<148>
Ficha de entrevista do morador mais antigo
Terceira Parte -- Contextualizao histrica

1. H quanto tempo voc mora nesta rua?
2. Ela passou por alguma mudana durante esse tempo? Qual?
3. O que no mudou nesta rua?
4. O que mudou e voc no gostou?
5. Voc gostaria que algo mudasse para ficar melhor? O qu?
6. Havia brincadeiras de rua que faziam parte do dia-a-dia das crianas desta rua? Quais?
7. Algumas dessas brincadeiras ainda fazem parte do dia-adia desta rua? Quais?
8. Na sua opinio, por que algumas brincadeiras de rua j no existem?
9. '''''

<149>
Ficha de entrevista do morador mais novo
Primeira Parte -- Identificao do morador

1. Qual  o seu nome?
2. Quantos anos voc tem?
3. Qual  o seu estado civil?
4. Voc tem filhos? Quantos?
5. Qual  a sua profisso?
6. '''''
<P>
Segunda Parte -- Localizao do morador

1. Qual  o seu endereo?
2. Voc nasceu nesta cidade?
3. Voc veio de outra cidade? Qual? Em que estado e pas ela fica?
4. Onde voc trabalha?
5. Onde voc se diverte?
6. Voc participa de alguma Associao de Bairro?
7. '''''

<150>
Ficha de entrevista do morador mais novo
Terceira Parte -- Contextualizao histrica

1. H quanto tempo voc mora nesta rua?
2. Ela passou por alguma mudana durante esse tempo? Qual?
3. O que no mudou nesta rua?
4. O que mudou e voc no gostou?
5. Voc gostaria que algo mudasse para ficar melhor? O qu?
6. Havia brincadeiras de rua que faziam parte do dia-a-dia das crianas desta rua? Quais?
7. Algumas dessas brincadeiras ainda fazem parte do dia-a-dia desta rua? Quais?
8. Na sua opinio, por que algumas brincadeiras de rua j no existem?
9. '''''
<F+>
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<152>
<P>
Projeto interdisciplinar

Mos que contam histria

  Voc se lembra da histria do Zequinha, do dia em que a professora dele pediu aos alunos, como desafio, a escrita de um poema que fosse "um retrato da alma"?
  Pois bem, Zequinha chegou em casa, almoou e, depois de tirar uma soneca, foi "separar as bolinhas de argila para seu pai fazer os canecos de cermica".
  Como voc viu nesse captulo, essa  a maneira como as crianas, filhas de artesos, que vivem em Icoaraci, ajudam seus pais. Elas separam o barro e aprendem a fazer desenhos para decorar as peas produzidas em cermica. Essa arte de fazer objetos em cermica geralmente  passada de pai para filho e  uma das mais antigas e valiosas da humanidade.
  Vamos conhecer um pouco mais dessa arte?

<153>
  Antes de iniciarmos essa viagem, que nos ajudar a conhecer um pouco mais da histria da cermica, vamos recordar um pouco mais da histria de Zequinha.

<R+>
1. Voc se lembra do nome do lugar onde Zequinha mora? Para recordar, volte  pgina 14 a 15 (1a. parte). Em seguida, destaque da descrio do mapa a seguir, o nome da cidade onde ele mora e do estado em que ela est situada. Depois, registre os nomes dos outros estados.

 Amazonas -- Manaus
 Acre -- Rio Branco
 Amap -- Macap
 Roraima -- Boa Vista
 Rondnia -- Porto Velho
 Mato Grosso -- Cuiab
 Mato Grosso do Sul -- Campo Grande
 Paran -- Curitiba
 Santa Catarina -- Florianpolis
 Rio Grande do Sul -- Porto 
  Alegre
 So Paulo -- So Paulo
 Rio de Janeiro -- Rio de
  Janeiro
 Minas Gerais -- Belo Horizonte
 Esprito Santo -- Vitria
 Bahia -- Salvador
 Sergipe -- Aracaju
 Alagoas -- Macei
 Pernambuco -- Recife
 Paraba -- Joo Pessoa
 Rio Grande do Norte -- Natal
 Cear -- Fortaleza
 Piau -- Teresina
 Par -- Belm 
 Tocantins -- Palmas
 Gois -- Goinia
<R->
<P>
<R+>
2. Talvez voc j tenha ouvido falar muito a respeito da palavra *arte*. Mas o que significa, realmente, essa palavra? Para saber um pouco mais, hoje voc tem uma tarefa especial.
   Responda por escrito:
 a) Rena-se com seus familiares para conversar sobre o significado da palavra *arte*. Em seguida, registre algo que voc tenha aprendido com essa con-
  versa.
  O que j sei sobre a palavra *arte*: '''''
 b) Agora que voc j anotou o que sabe sobre a palavra *arte*, procure, no dicionrio, o significado dessa palavra e escreva-o.
 Outras descobertas que fiz sobre a palavra *arte*: '''''

<155>
<P>
  Responda oralmente:
 3. Em suas investigaes iniciais, voc j descobriu algumas coisas sobre o significado da palavra *arte*. Agora  o momento de dividir suas descobertas e trocar idias com seus amigos. Para isso, conte a eles o que voc descobriu e oua com ateno as informaes que eles conseguiram.
 4. Depois de tudo o que voc aprendeu sobre a palavra *arte*, chegou a hora de experimentar a sensao que alguns artistas tm ao criar suas obras. Imagine que voc  um artista e faa com argila algo que expresse a importncia da arte na vida das pessoas.

<156>
5. Leia o texto a seguir com seu (sua) professor(a).
<R->
<P>
Como o barro se transforma em 
  cermica

  O barro ou argila  um material que existe em muitos lugares e no precisa ser fabricado pelos homens. Ele  mole e, portanto, moldvel, isto , podemos dar a ele a forma que quisermos.
  Os primeiros grupos humanos que habitavam a Terra j moldavam o barro. Durante milhares e milhares de anos, fizeram vasilhas e estatuetas simples que deixavam secar ao sol.
  Depois, descobriu-se que, quando a argila moldada era cozida a altas temperaturas, ela se transformava em outro material: tornava-se dura, resistente ao fogo e  gua. Ou seja: um material natural, o barro, podia ser transformado num material artificial, a cermica.
<P>
Quem inventou a cermica?

  No se conhece o "inventor" da cermica nem como isso ocorreu.  possvel que algum tenha coberto de barro alguma vasilha feita de madeira ou de palha para poder refor-la e coloc-la no fogo. E, depois, percebeu que o barro assim cozido tinha se transformado em outra coisa. Mas sabemos que isso aconteceu por volta de 8.000 anos atrs. E que, nessa poca, quem moldava o barro e cozia os potes e as vasilhas de cermica eram as mulheres.

Com a cermica nasce a cozinha

  Antes da inveno da cermica, os primeiros grupos humanos comiam os alimentos crus ou assados diretamente no fogo.
  Com a inveno da cermica, foi possvel fabricar "panelas". Agora podia-se misturar carnes com legumes e cereais, cozinhar os gros modos, fazer bolos e papas, alm de preparar alimentos lquidos, como sopas e cozidos. A comida tornou-se mais saborosa e macia. Tambm passou-se a ter um bom lugar para guardar gros, farinhas ou lquidos que no seriam consumidos imediatamente.

<R+>
Adaptado do livro *Cermica: uma histria feita  mo*, de Doroti Massola. So Paulo: tica, 1994. p. 8-9, 20.
<R->

<157>
<R+>
  Responda oralmente:
 6. Liste duas utilidades da cermica para os primeiros grupos humanos, de acordo com o texto que voc acabou de ler.
 7. Esta  para voc fazer em casa! Com a ajuda de um adulto, faa uma lista dos objetos de cermica que h em sua casa e anote qual  a utilidade de cada um.
<P>
 8. Esta  para fazer na sala de aula! Rena-se com um(a) amigo(a) para conversar sobre a questo anterior. Respondam:
 a) H objetos comuns nas duas listas? Quais?
 b) Vocs conhecem outros objetos de cermica alm dos que tm em casa? Quais?
 c) Que outras coisas podem ser feitas com argila, alm dos objetos de cermica que vocs conhecem? Escreva alguns exemplos.
<R->

<158>
<R+>
9. Vamos continuar nossa viagem? Leia o texto a seguir com seu (sua) professor(a).
<R->

Formas e decorao

  A cermica acompanhou a transformao do modo de vida dos homens e das mulheres na Antiguidade. Se no comeo eram produzidas vasilhas muito simples, parecidas com coisas que j existiam na natureza, tais como cuias de casca de coco e outros frutos de casca bem dura, aos poucos foram sendo criadas novas formas: pratos e tigelas fundos, travessas e pratos rasos, jarros, potes, taas para bebidas. Cabos, bicos, asas e ps foram sendo acrescentados aos poucos nessas vasilhas. As peas foram ganhando desenhos, riscos, cor e comearam a ser feitas por artesos.

A cermica dos povos Marajoara

  Em nossas terras, o mais desenvolvido exemplo de cermica realizada pelos povos indgenas  a *marajoara*. Ela ganhou esse nome porque foi feita por povos que habitaram a Ilha de Maraj, h mais de 1.500 anos.
  A cermica marajoara  decorada com desenhos geomtricos muito elaborados e pintada em preto, branco e vermelho. At hoje, em nosso pas, imita-se muito o estilo marajoara, tanto em trabalhos manuais quanto em cermica industrializada.

<R+>
Adaptado do livro *Cermica: uma histria feita  mo*, de 
  Doroti Massola. So Paulo: 
  tica, 1994. p. 23-4, 38.
<R->

<159>
<R+>
10. Que tal, agora, colocar a mo na massa? Prepare-se para organizar, com a ajuda de seu (sua) professor(a), uma oficina de argila.
 a) Rena-se em grupo com alguns colegas. Escreva o nome dos integrantes do seu grupo e o nome que vocs escolheram para a sua equipe.
 b) Para organizar a oficina de argila, na prxima aula,  importante que voc converse com os integrantes do seu grupo sobre o que iro representar. Anote a seguir as decises do seu grupo e os materiais necessrios para a prxima aula.
<P>
 Decises do meu grupo: '''''
 Materiais que iremos uti-
  lizar: '''''
<R->

<160>
<R+>
11. Voc se lembra do desafio para casa proposto pela professora de Zequinha? Leia-o novamente:
 Desafio para o lar: escreva um poema sobre os seus sentimentos, que mostre o que voc est sentindo, como se voc tivesse tirado um retrato de sua alma.
<R->

  Agora, releia com bastante ateno o poema escrito por 
 Zequinha.

<R+>
<F->
Eu sou assim

s vezes sou borboleta,
linda, brilhante, colorida.
Outras vezes viro lesma
cor de burro quando foge,
arrastando-me, nada atrevida.

s vezes sou gara,
voando alto, to alto
Outras vezes no consigo
tocar a ponta de meu p.

Tem dia que choro dilvios,
em outros rio pra concurso.
Uma hora sou lua de lata,
numa outra sol de pirata.
Sou estrela rodopiando no ar.

Sou planeta. Brinquedo
que no quer parar.
Sou segredo que tem dentro
um mistrio com meio
comeo sem fim.

Eu sou assim:
no h no mundo 
nenhuma criatura
igualzinha a mim.
Sou criana,
feito peixinho descobrindo o rio...
<F+>
<R->

<161>
<P>
<R+>
<F->
12. Voc releu o poema do Zequinha com bastante ateno? Ento,  a sua vez de enfrentar um desafio, de "tirar um retrato de sua alma"! Reescreva o poema do Zequinha, substituindo algumas expresses. Ao fazer isso, lembre-se dos sentimentos e emoes que voc viveu enquanto estava participando da oficina de argila. Use sua criatividade e bom trabalho!

Eu sou assim

s vezes sou '''''
''''', ''''' 
Outras vezes viro '''''
'''''
''''', nada '''''

s vezes sou '''''
voando alto, to alto
que alcano o azul do cu.
Outras vezes no consigo
tocar a ponta de meu p.
<P>
 
Tem dia que '''''
em outros '''''
Uma hora sou '''''
numa outra '''''
Sou '''''

Sou ''''' Brinquedo
que no quer parar.
Sou segredo que tem dentro
um mistrio com meio
comeo sem fim.

Eu sou assim:
no h no mundo 
nenhuma criatura
igualzinha a mim.
Sou criana,
feito '''''
<F+>
<R->

<162>
<P>
<R+>
<F->
13. Agora que voc j conhece um pouco da histria da cermica, organize, com a ajuda de seu (sua) professor(a), os fatos mais importantes dessa histria na linha do tempo.

Por volta de 8.000 anos atrs.
  Nessa poca, quem moldava o barro e cozia os potes e as 
  vasilhas de cermica eram as 
  mulheres.
Na Antiguidade.
  As peas foram ganhando desenhos decorativos.
H mais de 1.500 anos.
  .....
Atualmente
  .....
<F+>
<R->

<164>
  Chegamos ao final do nosso projeto! Voc gostou?
  Escreva sobre todo o trabalho que realizamos. 
  Foi muito bom ter sua companhia nesta viagem. At a prxima!

               oooooooooooo
<165>
Glossrio

  As explicaes aqui apresentadas referem-se especificamente ao sentido com que as palavras foram utilizadas no texto. Os nmeros entre parnteses indicam a pgina em que a palavra ou expresso aparece pela primeira vez no livro.
  Boa consulta!

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 Afro-descendentes (2): No texto, o mesmo que afro-brasileiros, negros brasileiros, brasileiros que tm antepassados africanos, que descendem de povos africanos. (1a. parte)
 Antepassados (60): So os tataravs, os bisavs, os avs de uma pessoa, os ancestrais. (1a. parte)
 Cidados (39): Moradores de uma cidade, estado ou pas; pessoas que possuem direitos e deveres. (1a. parte)
 Democracia (39): Na Atenas da Grcia antiga, *demos* eram os bairros onde moravam os cidados; *crada*  uma palavra de origem grega que significa *poder*. Portanto *democracia* significava o poder do demos, ou seja, dos cidados atenienses desses bairros. Hoje, podemos traduzir democracia como o poder do povo, dos cidados de um pas. Em uma democracia, as pessoas podem escolher seus governantes e so livres para exercer seus direitos e deveres. (1a. parte)
 Descendentes (2): So os filhos, netos, bisnetos etc. de uma pessoa. (1a. parte)
 Historiadores (9): So os pesquisadores que escrevem a Histria. Eles estudaram para aprender a ler as fontes do passado e, com base em uma srie de procedimentos, explicar o que aconteceu no perodo selecionado para suas pesquisas. (1a. parte)
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 Pai adotivo (2): Aquele que adota uma criana, aceitando-a como filho legtimo, verdadeiro. (1a. parte)
 Pai biolgico (2): Aquele que participa da fecundao, da gerao do filho. (1a. parte)
 Penalidades (38): Castigos, penas estabelecidas em lei para quem cometer uma infrao ou crime. Para cada lei estabelecida, existe uma penalidade prevista para quem a desrespeitar. (1a. parte)
 Poder de deciso (39):  o poder que um grupo ou pessoas tm de decidir sobre o que deve ser feito ou no. Quem tem poder de deciso pode, por exemplo, determinar as leis que os demais grupos, sem esse poder, tero de cumprir e as penalidades que sofrero caso no as cumpram. (1a. parte)
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 Quilombo (29): Lugar onde os escravos fugitivos moravam. Os quilombos geralmente eram lugares distantes e difceis de localizar. (1a. parte)
 Quilombolas (30): Os moradores dos quilombos. (1a. parte)
 Usina de Itaipu (161):  uma usina hidreltrica, construda no rio Paran pelo Brasil e pelo Paraguai para produzir energia eltrica. (3a. 
  parte)
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               oooooooooooo

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Caminhos *on-line* para saber 
  mais

  Ateno: Estes endereos foram acessados em janeiro de 2004.  possvel que alguns tenham sido alterados ou que alguns *sites* tenham sido atualizados.

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Unidade 2

Captulo 1

~,http:www.cdpara.pa.gov.bro~, -- Site do estado do Par. Entre outras coisas, traz informaes sobre as cermicas marac, tapajnica e marajoara.
~http:www.icoaraci.~
  com.br~o -- Traz fotos e informaes culturais e histricas do distrito de Icoaraci.
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Captulo 2

~,http:www.terraportugal.com~,
  Dossier{-Brasil~o~, -- Entre dados interessantes sobre a histria e a cultura brasileiras, apresenta informaes e fotos de Braslia.
~,http:www.culturajudaica.~,
  org.br~o~, -- Neste *Site* h informaes sobre cultura, histria e tradies judaicas.

Captulo 3

~,http:www.fundabrinq.org.br~
  peac~o~, -- *Site* da Fundao Abrinq pelos direitos da criana, com matrias e indicaes de links sobre trabalho infantil.
~http:www.portoalegre.rs.~
  gov.br~o~, -- *Site* da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. H informaes sobre a cidade e passeio virtual com cenas de Porto Alegre.
<p>
~,http:www.recife.pe.~
  gov.br~o~, -- *Site* da Prefeitura Municipal de Recife com informaes sobre a cidade.

Captulo 4

~,http:www.nascente.com.br~
  debret~o~, -- Apresenta informaes sobre Jean Baptiste Debret e uma galeria de imagens desse artista.
~,http:www.nascente.com.~
  brrugendas~o~, -- Apresenta informaes e imagens do artista viajante Johann Moritz Rugendas.
~,www.itaucultural.org.br~o~, -- 
  *Site* do Instituto Ita Cultural. Clique em "Educao" e na seo "Artistas viajantes" e leia as informaes sobre Debret e Rugendas.
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Captulo 5

~,http:www.djweb.com.br~
  historia~o~, -- Traz informaes sobre o povo Guarani e um breve histrico da Aldeia Tekoa 
  Sapukai.

Unidade 3

Captulo 2

~,http:www.fozdoiguacu.com.br~o~, 
  -- Apresenta informaes sobre Foz do Iguau.
~,http:www.alzirazulmira.com~o~, 
  -- *Site* que traz informaes sobre o universo infantil, brincadeiras, jogos e sugestes de leitura.
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Outras sugestes de leitura para saber mais

_`[Se voc quiser ler algumas das obras listadas a seguir, pea a seu professor que providencie um exemplar em braille_`]

Unidade 1

 *Amigos do peito*, de Cludio Thebas. Belo Horizonte: Formato, 1996.
 *Manual de boas maneiras das fadas*, de Sylvia Orthof. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995.
 *No tempo dos primeiros jogos olmpicos*, de Ginette Hoffmann e Patrcia Wenger. So Paulo: Scipione, 1995.
 *O livro das virtudes para crianas*, de William J. 
  Bennett. Rio de Janeiro: 
  Nova Fronteira, 1997.
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Unidade 2

 *A criana e seus direitos: declarao dos direitos da criana*, de Eustaquio Rodrigues. Belo Horizonte: Compor, 2000. 
 *A histria dos escravos*, de Isabel Lustosa. So Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998. 
 *A terra dos mil povos: histria indgena do Brasil contada por um ndio*, de Kaka Wer Jecup. So Paulo: Fundao Peirpolis, 2001.
 *Declarao universal dos direitos humanos*. Adaptao de Ruth Rocha e Otavio Roth. So Paulo: Quinteto Editorial, 2001.
 *Histrias de ndio*, de 
  Daniel Munduruku. So Paulo: Companhia das Letrinhas, 1996.
<P>
 *Histrias de verdade*, de 
  Aracy Lopes da Silva e Carolina Young. So Paulo: Global, 2000.
 *Naro, o gamb: mito dos ndios Yanomami*, de Cia Fittipaldi. So Paulo: 
  Melhoramentos, 1988.
 *O judasmo*, de Regine Azria. Bauru: Edusc, 2001.
 *O menino e a flauta: mitos dos ndios Nambiquara*, de 
  Cia Fittipaldi. So Paulo: Melhoramentos, 1998.
 *Todo dia devia ser dia das crianas*, de Rosaly Chianca e Leonardo Chianca. So Paulo: tica, 1997.

Unidade 3

 *Histria de av e av*, de Arthur Nestrovski. So Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998.
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 *Meninos e meninas: traquinagens, brincadeiras e emoes na rua*, de Edson Garcia e Andr Ianni. So Paulo: Loyola, 1992.
 *Minha irm  diferente*, de Betty R. Wright. So Paulo: tica, 1996.
 *No me chame de gorducha*, de Barbara Philips. So Paulo: tica, 1996.
 *No dia-a-dia da escola*, de Francisco Marques. Belo 
  Horizonte: AMEPPE/Dimenso, 1995.
 *Nossa rua tem um problema*, de Ricardo Azevedo. So Paulo: tica, 1996.
 *O Chapeuzinho Amarelo*, de Chico Buarque. Rio de Janeiro: Jos Olympio, 2002.
 *Um menino especial*, de Denise Milar e Sylvia Maria 
  Calipo. So Paulo: Scipione, 2000.
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               oooooooooooo

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     hist. paratodos 1a.    227
 Agenda-calendrio

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Agenda de: '''''
Classe: ''''' Ano: '''''
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  Agenda  uma espcie de caderno pessoal em que anotamos aquilo que no queremos esquecer. Nesta agenda, as personagens do livro vo ajud-lo(a), ms a ms, a se lembrar de anotar tudo o que for importante para voc, como a data de entrega de uma lio de casa, o dia e o horrio em que visitar um(a) amigo(a) ou o dia e o horrio em que aquele programa que voc no quer perder passar na televiso. Voc poder consultar as anotaes sempre que precisar ou quiser. Voc tambm pode anotar acontecimentos que o(a) deixaram feliz, triste, surpreso(a)... Assim, quando reler sua agenda, vai recordar fatos importantes de sua vida. Agora, separe as pginas para a sua agenda e escolha um cordo bem bonito para amarr-las. Se quiser, acrescente novas folhas, para personalizar sua agenda, deixando-a parecida com voc, com o seu jeito de ver o mundo.

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Dados pessoais

Meu nome: '''''
Meu apelido: '''''
Eu tenho ''''' anos.
Meu endereo: '''''
Cidade: '''''
Estado: '''''
Pas: '''''
Meu telefone: '''''
Meu e-mail: '''''
Estudo na escola: '''''
Estou na ''''' na srie.
Cor dos meus olhos: '''''
Cor do meu cabelo: '''''
Meo: '''''
Peso: '''''
Calo: '''''
Data: '''''
Meu retrato/auto-retrato: '''''
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     hist. paratodos 1a.    229
Melhor amigo(a): '''''
Bicho de estimao: '''''
Sinto-me em segurana com: '''''

Para me conhecer melhor

Fico alegre quando: '''''
Fico triste quando: '''''
O que fao se cometo um 
  erro: '''''
O que fao se fico magoado(a) com algum: '''''
Preciso que me digam: '''''
Uma boa recordao: '''''
Quando crescer, vou ser: '''''
Adorei este livro: '''''
Meu passatempo predileto: '''''
Minha msica predileta: '''''
Fao coleo de: '''''
Lugar de que mais gosto: '''''
Eu sou assim: '''''
O que eu mudaria em mim: '''''
O que tenho de melhor: '''''
Meu esporte preferido: '''''
Meu prato predileto: '''''
<P>
Filme de que mais gostei: '''''
Meu programa de TV 
  preferido: '''''
<F+>
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<R+>
Janeiro

Este  Zequinha. Ele mora na regio Norte do Brasil, em 
  Icoaraci, um distrito da cidade de Belm, capital do Par. No lugar onde ele mora muitas pessoas se dedicam  produo de cermica artesanal. E na sua cidade, a que atividades as pessoas se dedicam?
 Muito importante neste ms: ''''' 

Fevereiro

Esta  Marina. Ela mora na regio Nordeste do Brasil, em Salvador, capital da Bahia. Nesse lugar h muitas atraes tursticas. Entre essas atraes, Marina gosta muito do Pelourinho. Na sua cidade existem pontos tursticos?
 Muito importante neste ms: ''''' 
     hist. paratodos 1a.   231
 Maro

Esta  a Bete. Ela mora na regio Sul do Brasil, em Foz do Iguau, no Paran. Nesse estado, so famosas as Cataratas do Iguau, conhecidas mundialmente. H lugares conhecidos mundialmente no seu estado ou regio?
 Muito importante neste ms: ''''' 

Abril

Em abril, no dia 21,  comemorado o aniversrio de Braslia, a capital do Brasil. Daniel  um garoto judeu, que mora em Braslia, na regio Centro-Oeste do Brasil. O passatempo preferido de Daniel  andar de 
  *skate*. Qual  o seu passatempo preferido?
 Muito importante neste ms: ''''' 
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Maio

Este  o Pedro. Ele mora na regio Centro-Oeste do Brasil, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Pedro tem um irmo gmeo, com quem gosta muito de brincar e conversar. Voc tem irmos? Quantos? 
 Muito importante neste ms: ''''' 

Junho

Este  o Ben, irmo gmeo de Pedro. Em junho, vrios lugares de Campo Grande so enfeitados com bandeirinhas, barracas e fogueiras, para a comemorao das festas juninas. A quadrilha  uma dana tradicional nas festas juninas da maioria das cidades brasileiras. Voc j foi a uma festa junina? J participou de uma quadrilha? 
 Muito importante neste ms: ''''' 
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     hist. paratodos 1a.    233
 _`[Foto de doces tpicos das festas juninas_`]
 Legenda: Hum, que delcia de festa junina! Tem pipoca, arroz-doce, canjica, paoquinha, p-de-moleque

Julho

Esta  a Duda. Ela mora na regio Nordeste do Brasil, em Recife, capital de Pernambuco. Em Recife, principalmente no carnaval, muitas pessoas saem s ruas para danar frevo. Que danas so tradicionais em sua regio?
 Muito importante neste ms: ''''' 

Agosto

Esta  a Bianca, amiga da Duda. Muitas pessoas, em Recife, dedicam-se ao artesanato, revelando os costumes e tradies locais. Na sua cidade  produzido algum tipo de artesanato? 
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 _`[Foto de casas em miniatura_`]
 Legenda: Casas em miniatura, talhadas em caj. Recife (PE), 2003.

 Muito importante neste ms: ''''' 

Setembro

Tico  um garoto de rua, que vive na regio Sul do Brasil, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele no sabe ler nem escrever. No Brasil, em 1990, foi criado o Estatuto da Criana e do Adolescente. Um dos motivos da criao desse documento  o de garantir proteo s crianas. O acesso  escola  uma das prioridades do Estatuto. Voc j ouviu falar dos direitos da criana? Voc conhece seus direitos?
 Muito importante neste ms: ''''' 
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     hist. paratodos 1a.    235
 Outubro

Outubro  o ms da criana! Este  Taguat-Mirim, um Guarani-Mby. Ele mora na regio Sudeste do Brasil, em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. Na tradio indgena, as crianas so tratadas com dignidade, aprendem brincando, participando das atividades do dia-a-dia, ouvindo histrias que os mais velhos contam. Voc gosta de ouvir histrias?
 Muito importante neste ms: ''''' 

Novembro

Esta  a Carol. Ela mora na regio Sudeste do Brasil, na cidade de So Paulo, capital do estado de mesmo nome. Uma das maiores tradies da culinria paulistana  a *pizza*, trazida por imigrantes italianos. Voc gosta de *pizza*? Qual  a sua
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  preferida? Que prato  tradicional em seu estado ou regio?

 _`[Foto: trs crianas brincando_`]
 Legenda: Foto de crianas 
  Kayap brincando. Porto Seguro (BA), 2000.

 Muito importante neste ms: ''''' 

Dezembro

Esta  a Tina, amiga da Carol. Sempre que os pais de Carol levam a filha para passear por So Paulo, convidam a Tina. Na cidade de So Paulo h muitos restaurantes, com pratos tpicos de todas as regies brasileiras, como a comida baiana, a mineira e a gacha, e de vrios pases do mundo, como a China, o Japo, a ndia, a Frana e a Itlia. 
 _`[Foto de comidas tpicas_`]
 Legenda: Combinado de salmo, prato tpico japons.
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     hist. paratodos 1a.   237
 Muito importante neste ms: ''''' 
 Calendrio de 20'''

  Cole aqui, ou faa voc mesmo(a), um calendrio deste ano.
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               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Obra
